Dia 4. Fogo purificador

Malaquias 3:1-3, 6 – “Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; de repente, virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, o Anjo da Aliança, a quem vós desejais; eis que ele vem, diz o Senhor dos Exércitos.
Mas quem poderá suportar o dia da sua vinda? E quem poderá subsistir quando ele aparecer? Porque ele é como o fogo do ourives e como a potassa dos lavandeiros.
Assentar-se-á como derretedor e purificador de prata; purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata; eles trarão ao Senhor justas ofertas.
(…) Porque eu, o Senhor , não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos.”

O profeta Malaquias fala de um julgamento que se aproxima e este julgamento é sobre todo o tipo de pessoas, a começar pelos levitas. Esses homens faziam parte da liderança religiosa da época, que tinha sido apontada pelo profeta na falha em ensinar os outros de forma correcta. Os levitas também seriam purificados e refinados. Nesse processo tudo é queimado e o que não presta é atirado ao lixo. Todas as classes de pessoas, religiosas e não religiosas, estão incluídas no julgamento de Deus sobre o pecado; todos são julgados com justiça, e o resultado inevitável naquele dia é que todos nós seremos achados em falta.

Deus expressa, no início do livro, que está cansado da ingratidão do povo e do legalismo dos sacerdotes. Deus estava entristecido com estas pessoas que usavam a religião para proveito próprio, em vez de se entregarem completamente a Deus. Sempre que vamos até Deus como se ele fosse nosso empregado para nos fazer recados, invertemos a ordem para a qual fomos criados e agimos como deuses de nós mesmos.  

Todos pecámos e continuamos a pecar. Como Paulo escreveu na carta aos Romanos, “todos pecaram e separados estão da glória de Deus”. O profeta Malaquias diz que o Juiz está a chegar. A questão é: sobreviveremos nós a este julgamento? Ao sermos refinados, restará alguma coisa? A resposta é: sim! E não é porque há algo de bom em nós, mas porque Deus é imutável e misericordioso. O plano de Deus permanece porque ele o garante. Aliás, já garantiu.

Nós que vivemos deste lado da encarnação e ressurreição podemos dizer que somos privilegiados, ainda compreendemos de forma limitada, mas mais completa do que no tempo de Malaquias. Sabemos que Deus é justo, e sabemos que isso já aconteceu na morte de Jesus por nós. É por causa de Jesus que temos a companhia do Espírito que é santo, santo, santo. E este trabalho de purificação que ele faz em nós não estará completo até morrermos: continuamos a lutar com o pecado a cada dia, mas podemos descansar em Deus. Ele não muda, e o que ele promete, ele cumpre. Ele é fiel, apesar da nossa infidelidade. Ele continua a ser santo e a tornar-nos santos, apesar do nosso pecado. Porque Jesus veio, nós podemos confiar.