Dia 11. EU SOU

João 8:58 – “Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, Eu Sou.”

Nas séries televisivas em que Jesus aparece, é geralmente apresentado como um homem simpático, sereno e que cria empatia com praticamente toda a gente. Pois em João 8 temos o oposto disto, com uma multidão inteira pronta apedrejá-lo.

Jesus afirma que todos, sem excepção, são pecadores e escravos do pecado. Ora os judeus, considerados da família de Deus, descansavam no facto de que – por tentarem cumprir a lei – tinham o seu pecado apagado. E a dada altura, por causa desta defesa de serem descendência de Abraão, Jesus diz-lhes: “Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão. Mas, agora, procurais matar-me, a mim, homem que vos tem dito a verdade.” E remata esta ideia, ligando Abraão com Deus: “Se Deus fosse o vosso Pai, certamente me amaríeis, pois que eu saí, e vim, de Deus; não vim de mim mesmo, mas ele me enviou. (…) Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos do vosso pai”

As multidões sabiam que, ao reivindicar esse nome, Jesus se identificava como sendo Yahweh, ou o Senhor, o Deus da aliança de Israel, aquele que se revelou a Moisés na sarça ardente (Êxodo 3). Quando Deus revelou o seu nome a Moisés, ele disse que o povo o conheceria para sempre por este nome (Êxodo 3:15). Por este nome eles conheceriam aquele que os salvou. Portanto, era escandaloso que este homem vulgar com 30 anos se afirmasse como sendo o Deus santo e perfeito de Israel.  Era uma blasfémia.

Mas sabemos que não era.

Hoje somos chamados a não duvidar. Jesus é quem disse que é. Deus de Abraão, Isaque e Jacó, e de todos aqueles que crêem no seu nome. Nosso Senhor, Yahweh.