Dia 18. Desejado das nações

Ageu 2:7 – “e farei tremer todas as nações, e virá o Desejado de todas as nações, e encherei esta casa de glória, diz o Senhor dos Exércitos.”

No ano de 586 antes de Cristo, os babilónios saquearam Jerusalém, destruíram o templo e levaram a maioria dos judeus para o exílio. Cerca de 50 anos depois, Ciro – o persa, conquistou a Babilónia e pôs fim ao Império. No ano seguinte (538 AC), ele permitiu que os judeus regressassem à sua terra natal e reconstruíssem o templo em Jerusalém, cumprindo assim as profecias feitas por Jeremias. Entre os exilados, vieram Ageu e Zacarias, sendo mandatados para orientar o povo na reconstrução do Templo. Tal como lemos em Ageu 1:15, isto começou no vigésimo quarto dia do sexto mês do reinado de Dario, denunciando 18 anos entre o regresso do povo e a reconstrução do templo. É este atraso que traz a mensagem que encontramos no livro de Ageu, trazendo palavras de correcção e encorajamento, denunciando que a reconstrução está a ser negligenciada por egoísmo, fazendo com que o povo viva em descontentamento e frustração.  

O versículo de hoje aponta-nos para o nosso Salvador. Ele é descrito como o desejado de todas as nações. Como sabemos, ao nos criar, Deus plantou em nós um desejo por ele, um desejo por louvor, um desejo maior. O que os contemporâneos de Ageu ansiavam por ver era o cumprimento da promessa final desta passagem: que a glória de Deus voltaria a encher o templo. E Deus promete tudo isso, dizendo que a construção do povo irá trazer mais do que os seus olhos vêem no imediato, por isso encontramos as palavras de encorajamento: “Ora, pois, sê forte, Zorobabel, diz o Senhor , e sê forte, Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, e tu, todo o povo da terra, sê forte, diz o Senhor , e trabalhai, porque eu sou convosco, diz o Senhor dos Exércitos; (…) A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos; e, neste lugar, darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos.” Deus lembra o povo do seu plano e convoca-o a confiar nele, garantindo que estará sempre com ele, apontando para a promessa.

A geração de Ageu morreu na esperança, sem ver o cumprimento dessa promessa. A promessa aguardava a vinda de Jesus, aquele em quem residia a plenitude da glória de Deus. Na encarnação, vida perfeita e morte de Jesus, temos a base deste evangelho pregado às nações. Assim como os contemporâneos de Ageu puderam olhar para trás para a poderosa obra de Deus no seu êxodo e encontrar esperança para o presente, também podemos olhar para trás, para a vinda de Cristo como o fundamento da nossa esperança. A razão para termos esperança é ainda mais certa para nós hoje. Jesus já veio, esperamos com esta confiança e grande alegria. Arregacemos as mangas, trabalhando aqui com os olhos postos no que Deus fez, não desanimando, sabendo que o melhor está por vir. Não sabemos quando será, mas virá!