Dia 19 – Consolação de Israel

Lucas 2:25-32 – “Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão; homem este justo e piedoso que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele.
Revelara-lhe o Espírito Santo que não passaria pela morte antes de ver o Cristo do Senhor.
Movido pelo Espírito, foi ao templo; e, quando os pais trouxeram o menino Jesus para fazerem com ele o que a Lei ordenava,
Simeão o tomou nos braços e louvou a Deus, dizendo:
Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra;
porque os meus olhos já viram a tua salvação,
a qual preparaste diante de todos os povos:
luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo de Israel.”

Simeão era idoso, e a ele tinha sido revelado de que não morreria sem antes ver o Messias. Tento imaginar o quanto este homem viveria na expectativa de isso acontecer, o estado de alerta em que deveria viver. “Será hoje? Será amanhã? Quando será?” – imagino-o a pensar.

Esta passagem conta que no dia em que Jesus foi levado ao Templo, com apenas 8 dias, Simeão também foi e reconheceu aquele bebé como o Messias, o tomou nos braços e começou a louvar! Logo de seguida, a sua mulher Ana, olhou para o bebé, reconheceu o Messias e juntou-se à adoração. Que momento lindo deve ter sido!

No versículo 26 conta o quanto Simeão era um judeu esperançoso pela consolação de Israel, pela chegada do Messias e a redenção do povo. Depois deste episódio, lemos que Ana falava desta criança a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém. Este casal inspira-me, não só porque são referidos como pessoas piedosas, ou também porque Ana era uma mulher de jejum e de oração, mas porque Deus escolhe ao longo de toda a sua história, usar e revelar-se a pessoas, indo ao encontro delas, demonstrando a sua intenção de se relacionar com cada um de forma concreta. Deus promete, Deus cumpre, Deus instala esperança e alegria naqueles que o ouvem. Este casal tinha o coração tão preparado para a vinda do Messias que, na hora de o receber, o reconheceram!

Isto leva-me a pensar na segunda vinda de Jesus. Na forma como vivo e espero ver-lhe o rosto, como penso na eternidade e na vida com Deus. Quero ser como Ana, quero ser como Simeão: ansiosa pela redenção do meu povo, dos meus vizinhos, dos meus queridos, dos que me rodeiam. E no dia em que ele vier para nos buscar, estar pronta para ir, louvando prontamente.