Estudar

Esta semana partilhávamos estratégias para conseguirmos prosseguir no estudo individual que fazemos. A minha realidade hoje é diferente da que vivi há uns anos, mas não é necessariamente mais fácil. Por exemplo: quando os meus filhos eram pequenos, iam dormir pouco depois das 20h. Tinha todo um serão em silêncio antes de me deitar. Hoje, eles vão para a cama mais tarde, e o meu serão em silêncio é muito mais curto, muitas das vezes inexistente. Se tento fazer algo ao anoitecer, isso implica retirar-me para uma divisão – e nem sempre isso é sinónimo de quietude, sobretudo se eles estiverem a ver algo que os divirta.

Há sempre uma desculpa para não conseguir fazer aquilo que não me apetece fazer, esta é a verdade. Vai haver sempre um entrave, um obstáculo, uma dificuldade.
A juntar a isto, sou uma pessoa de produzir sobretudo pela manhã. A partir do meio do dia, é sempre a descer. Portanto, deixar os estudos para o final do dia, é sinónimo de pouca concentração e de fazer tudo a despachar.
Excepto ao domingo. Pode acontecer termos gente para almoçar, mas depois de as visitas irem embora, ainda sobra dia e o ritmo foi diferente. Apesar da exigência que o domingo pode ter para uma família como a nossa, no geral regresso animada e encorajada, e mais predisposta a tirar tempo para me sentar e ler com atenção as questões. Visto o pijama mais cedo, faço o lanche e vou para outra divisão. Percorro as perguntas todas, não tenho problemas em saltar as que não sei e fico com aquela sensação de dever cumprido, no que toca a este compromisso semanal.
Hoje, é isto que funciona para mim. Amanhã, pode ser que me dê mais jeito fazer um pouco em cada dia. Não há uma fórmula, há tentativas. O que interessa mesmo é não desistir e não cair na tentação de dizer : “um dia, quando eu puder…”.

O tempo é hoje. Deus agrada-se do nosso desejo de o conhecer mais e melhor. Vamos lá.